Fórum em direção ao futuro não violento

A Marcha Latino-americana se encerrou com o Fórum "Rumo ao futuro não violento da América Latina"

A marcha latino-americana fechou com o Fórum “Rumo ao futuro não violento da América Latina”, realizado em modo virtual pela conexão Zoom e transmitido no Facebook entre 1º e 2 de outubro de 2021.

O Fórum foi organizado em 6 Eixos Temáticos, tendo como pano de fundo a ação não violenta positiva, que são descritos nos seguintes parágrafos:

Dia 1, 2021 de outubro de XNUMX

1.- A convivência pluricultural em harmonia, a valorização da contribuição ancestral dos povos indígenas e como a interculturalidade pode nos oferecer a possibilidade de incorporar essa contribuição no futuro não violento que queremos para a América Latina.

Dentro desta seção, a Sabedoria do Povos nativos como uma contribuição para o futuro não violento da região.

Moderado: Prof. Victor Madrigal Sánchez. UNA (Costa Rica).

Expositores:

  • Ildefonso Palemon Hernandez, do Povo Chatino (México)
  • Ovidio López Julian, Conselho Nacional Indígena da Costa Rica (Costa Rica)
  • Shiraigó Silvia Lanche, do Povo Mocovi (Argentina)
  • Almir Narayamoga Surui, do Povo Paiter Surui (Brasil)
  • Nelise Wielewski participou como tradutora do português para o espanhol

2.- Sociedades amigáveis, multiétnicas e inclusivas para todas as pessoas e ecossistemas:

Rumo à construção de Sociedades Inclusivas, não violentas e com desenvolvimento sustentável.

Criação de legislação e cultura em prol da igualdade de direitos e oportunidades para todas as populações excluídas, discriminadas e imigrantes.

Bem como garantir a nossa sobrevivência com bem-estar e das diferentes formas de vida do planeta.

A discussão sobre sociedades inclusivas para todas as pessoas e ecossistemas, rumo ao futuro não violento da América Latina, foi neste eixo.

Moderado: José Rafael Quesada (Costa Rica).

Expositores:

  • Kathlewn Maynard e Jobana Moya (Wamis) Brasil.
  • Natalia Camacho, (Direção Geral da Paz) Costa Rica.
  • Rubén Esper Ader, (Fórum Socioambiental de Mendoza) Argentina.
  • Alejandra Aillapán Huiriqueo, (Comunidade de Wallmapu, Villarrica) Chile
  • Iremar Antonio Ferreira (Instituto Madeira Vivo) - IMV. - Brasil

3.- Propostas e ações não violentas que podem servir de modelo para mitigar os grandes problemas de violência estrutural na América Latina:

Propostas regionais ou comunitárias de soluções não violentas, organizadas para a recuperação de espaços e sociedades em busca de reverter os problemas da violência estrutural, da violência econômica, da violência política, bem como da violência do narcotráfico.

A discussão incluída foi Propostas não violentas para mitigar a violência estrutural na América Latina.

Moderado: Juan Carlos Chavarria (Costa Rica).

Expositores:

  • MEd. Andres Salazar White, (Coneidhu) Colômbia.
  • Licenciado Omar Navarrete Rojas, Secretário do Interior do México.
  • Dr. Mario Humberto Helizondo Salazar, Instituto de Controle de Drogas da Costa Rica.

4.- Ações para o desarmamento e para que as armas nucleares sejam ilegais em toda a Região:

Visibilizar as ações em prol do desarmamento, da reconversão do papel dos exércitos e das polícias da região, por uma polícia cidadã preventiva, da redução dos orçamentos militares e da proibição de guerras como meio de resolução de conflitos, bem como bem como a proibição e estigmatização de armas nucleares na Região.

A palestra foi Ações pelo Desarmamento na Região.

Moderado: Juan Gómez (Chile).

Expositores:

  • Juan Pablo Lazo, (Caravana pela Paz) Chile.
  • Carlos Umaña, (ICAN) Costa Rica.
  • Sergio Aranibar, (Campanha Internacional Contra Minas) Chile.
  • Juan C. Chavarría (F. Transformação em Tempos de Violência) Costa Rica.

Segundo dia, 2 de outubro

5.- A marcha no caminho interno para a não violência pessoal e social simultaneamente:

Desenvolvimento pessoal e interpessoal, saúde mental e paz interior necessários para construir comunidades não violentas.

Uma discussão foi realizada sobre saúde mental e paz interior necessárias para a não-violência pessoal e social simultaneamente.

Moderado: Marli Patiño, Coneidhu, (Colômbia).

Expositores:

  • Jaqueline Mera, (Corrente Pedagógica Humanista) Peru.
  • Edgard Barrero, (Martín Baro Free Chair) Colômbia.
  • Ana Catalina Calderón, (Ministério da Saúde) Costa Rica.
  • María del Pilar Orrego (Brigadas Brancas do Colégio de Psicólogos) Peru.
  • Ángeles Guevara, (Universidade Aconcagua), Mendoza, Argentina.

6.- O que a América Latina desejam as novas gerações?

Qual é o futuro que as novas gerações desejam?

Quais são as suas aspirações e como gerar espaços para a sua expressão, bem como tornar visíveis as ações positivas que geram a partir da criação de novas realidades?

A conversa referiu-se à troca de experiências das novas gerações.

Moderado: Mercedes Hidalgo CPJ (Costa Rica).

Expositores:

  • Fórum da Juventude, (Costa Rica).
  • Comissão Juvenil de Direitos Humanos, Córdoba, (Argentina).
  • Comissão Cantonal do Jovem de Cañaz, Gte. (Costa Rica).

Agradecemos o empenho de tantos palestrantes, participantes e ouvintes de vários países, latino-americanos e não, que tornaram possível este Fórum, que em seus diversos aspectos mostrou que existe uma maneira de ver e construir o mundo que implica o estabelecimento de relações humanas e sociais cooperativas baseadas em uma atitude de não violência ativa, compreensão, respeito e cooperação.

Desta forma, as diferentes etnias e culturas não separam as populações, mas, ao contrário, as conduzem a um intercâmbio que as enriquece na sua singularidade e diversidade, reforçando passo a passo a tendência histórica que une os povos na constituição de um Humano Universal. Nação.

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